Imagens (dos anos noventa) da lavra com os bois do Ti'Mário, no "Outeiro das Cavadas", entre o lugar do Colcurinho e o Chão Sobral. Depois de enterrado o estrume passava-se a "grade" - para nivelar a terra, a seguir espalhava-se o milho e era passada novamente a grade.
Vêm a propósito os versos de José Ramiro:
OS VELHOS DO COLCURINHO
O Bom Lavrador
O Ti’ Antoino do Colcurinho
Trazia lá o lavrador.
Não pôde ir o do costume,
Mas foi um irmão, a favor.
Deu o Ti’ Antoino umas bocas,
Sempre da mesma maneira.
Dizia ele mal disposto:
Não anda cá Manel Moreira...
Ouvia isto o José,
Ali atrás do arado,
E começou a deitar o pé
A todo o torrão mal virado.
Reparou o Ti’ Antoino,
Neste cuidado do meu avô,
E diz já satisfeito:
O Manel Moreira já chegou!
O Bom Lavrador
O Ti’ Antoino do Colcurinho
Trazia lá o lavrador.
Não pôde ir o do costume,
Mas foi um irmão, a favor.
Deu o Ti’ Antoino umas bocas,
Sempre da mesma maneira.
Dizia ele mal disposto:
Não anda cá Manel Moreira...
Ouvia isto o José,
Ali atrás do arado,
E começou a deitar o pé
A todo o torrão mal virado.
Reparou o Ti’ Antoino,
Neste cuidado do meu avô,
E diz já satisfeito:
O Manel Moreira já chegou!
in "Histórias, Lendas e Contos do meu Chão" de José Ramiro
1 comentário:
belas fotos.
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