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domingo, 24 de fevereiro de 2008

As ovelhas no Colcurinho

As ovelhas do Sr. Manuel João,
junto à Capela de Santo Antão, 02 de Março de 2008.


Ovelhas junto à ponte em xisto no lugar do Colcurinho, 19 de Janeiro de 2008.
http://www.colcurinho.chaosobral.org/index.htm

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Valores do Colcurinho (Mais gastronómicos)

VALORES DO COLCURINHO
(Mais Gastronómicos)

Montes, ares, paisagens,
Vales, silêncio profundo!
Estradas, ventos, pastagens.
E a melhor água do mundo.

Castanheiros seculares,
Que dão sombra e castanha;
A que engorda o javali,
Que já é quem mais apanha!

Pão escuro de centeio.
O pão nosso desta Serra.
O que já valeu ouro
No tempo feio da guerra.

Cabradas de antigamente,
Belo cabrito assado!
"Somos burros minha gente
Se não voltamos ao gado!"

Queijo fresco, só de cabra,
Servido com mel a gosto:
É o único que causa
Um sorrisinho no rosto ...

Bacalhau à Lagar Velho,
Com muito azeite novo!
A acabar numa tocata,
No seu regresso ao povo!

Aguardente de medronho,
É boa e sabe bem!
Sendo "só dez reis dela"
Nunca faz mal a ninguém!

Carolos com leite e mel.
- Arroz doce do Chão Novo!
O melhor que é a pele,
Deste recurso do povo.

Chanfana do Santo Antão,
Temperada em alguidares:
À moda da tradição
Supera a de Poiares!!

Queijo de cabra, curado,
"O que se deixa comer!"
Por tão raro no mercado,
Só precisa aparecer!

Mel da urze, das Uchas,
Deitado na bola quente,
São migas "que fazem peito"
Com vinho ou aguardente.

O bucho, o tal manjar,
O que as gentes de perto,
Até usavam levar
Ao Santo Antão no deserto!

Leito coalhado com mel,
Foi recurso e foi usado!
Em Espanha é de hotel,
Cá, já é ignorado! ...

Coscoreis amarelinhos,
Os amassados com ovos.
São bolos do Colcurinho
Já comuns a outros povos.

O "Doutor" Champorrião,
O hidromel dos Romanos;
Que cura a constipação
E faz viver muitos anos!

O sino do Colcurinho,
Última voz que lá resta:
Que chama o Chão Sobral,
P'ra lhe ir fazer a festa!

A Festa do Santo Antão,
Com febras e feijoada,
Bombos, missa e leilão,
Fogueira e desgarrada!!

Versos de José Ramiro, escritor de Chão Sobral (2008).

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Homenagem aos Castanheiros

Com o Colcurinho aqui tão próximo, cabe também aqui uma justa ...


HOMENAGEM AOS CASTANHEIROS

Aos Nobres do Colcurinho
De mui alta linhagem
Presta este seu vizinho
Mui honrada homenagem


No seu mui largo Senhorio
Terras expostas a norte
E pelo vale sombrio
Souberam só dar-nos sorte!

Nessas mui largas terras
Eram livres as cabradas;
De mui fartos em castanhas
Davam-nas às sacadas!!




Davam-nas todas e a rir!
Sem discriminarem ninguém.
E todos à sua sombra
Se sentiam muito bem ...

Pelos mui altos serviços
Que nos têm prestado,
Nestes larguíssimos anos,
Um mui grande obrigado:




Ao Senhor D. Portelão,
Mui bem barrigudo,
E à mui formosa D. Vermelhinha
Mui anafada em tudo ...

Ao Senhor D. Longal,
Com mui grande chapéu
E à mui honrada Dona Judia
Dona com mui fino véu!

Ao Senhor D. Verdeal,
Que tem cá cada braço!
E à mui bondosa Dona Castia,
Dona com farto regaço!




Vivam os nossos Nobres!!
E viva eu!
Viva o Soito do Colcurinho!
Que bem castanhas nos deu!
Versos de José Ramiro

Lavrar e semear o milho




Imagens (dos anos noventa) da lavra com os bois do Ti'Mário, no "Outeiro das Cavadas", entre o lugar do Colcurinho e o Chão Sobral. Depois de enterrado o estrume passava-se a "grade" - para nivelar a terra, a seguir espalhava-se o milho e era passada novamente a grade.
Vêm a propósito os versos de José Ramiro:
OS VELHOS DO COLCURINHO

O Bom Lavrador

O Ti’ Antoino do Colcurinho
Trazia lá o lavrador.
Não pôde ir o do costume,
Mas foi um irmão, a favor.

Deu o Ti’ Antoino umas bocas,
Sempre da mesma maneira.
Dizia ele mal disposto:
Não anda cá Manel Moreira...

Ouvia isto o José,
Ali atrás do arado,
E começou a deitar o pé
A todo o torrão mal virado.

Reparou o Ti’ Antoino,
Neste cuidado do meu avô,
E diz já satisfeito:
O Manel Moreira já chegou!
in "Histórias, Lendas e Contos do meu Chão" de José Ramiro

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Cultura da batata

No "Chão do Torno", no lugar do Colcurinho, a Dona Maria prepara o batatal para ser "enleirado" - espalha a "caruma" (agulhas de pinheiro) entre as batateiras.